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terça-feira, 3 de agosto de 2021

Interseccionalidade

O termo interseccionalidade parecia ser novo ao menos para mim que não tinha conhecimento até então, porém ele surge lá pelos anos 60/70 por conta da necessidade e urgência de aprofundar-se nos movimentos negros feministas, em defender o direito à vida e seus respectivos direitos enquanto ser humano.

O interseccionalismo define inicialmente que o gênero é o principal fator que determina o destino de uma mulher. Após essa primeira fase, movimentos e debates a respeito do assunto reconheceram raça, etnia e sexualidade combinados com o gênero, sendo uma intersecção de poder de opressão e discriminação muito maior do que apenas por gênero.

Na minha visão a interseccionalidade deve ser mais difundida e estudada sempre de forma aprofundada e sensível, por ser uma definição que traz muitos “cruzamentos”, por necessitar de análises sensíveis, principalmente para criação de novas políticas públicas eficazes, que proporcionem melhores condições de vivência na sociedade para pessoas em grupos de minoria.

Ciberespaço e Cibercultura

 

Imagem retirada da web.

Com a terceira fase da Revolução Industrial na década de 1970, deu-se início a Revolução Técnico Científica, trazendo inovações na comunicação, criação da rede de computadores/internet e comunicação via satélite. Mas essas inovações geraram consequentemente impactos econômicos e sociais.

Essas mudanças proporcionadas por novas tecnologias de informação e comunicação acabaram sendo denominadas de Cibercultura, formando um novo conjunto de práticas sociais, uma transformação intensa que mudou e muda o pensamento e a forma de se portar na comunicação, nas relações sociais e consigo mesmo.

A cultura offline passa a ser refletida na vida online e a internet como espaço potencializador de comportamentos. Assim como na vida real, onde temos espaços físicos para interagirmos, nos expressarmos, nos comunicarmos e vivenciarmos experiências, na vida virtual temos os Ciberespaços, com seus conjuntos de regras e códigos.

Era dos Extremos: Rumo ao Milênio

Este é um pequeno resumo sobre o último capítulo do livro de Eric Hobsbawm, “Rumo ao Milênio; Era dos Extremos: o breve século XX (1914-1991)”.

Segundo Eric Hobsbawm o século XX foi uma época marcada por catástrofes ao extremo, ele acabou numa desordem global de natureza desconhecida e sem um mecanismo certo para acabar com ela ou mantê-la sob controle. O motivo dessa impotência estava não só na profundidade e complexidade da crise mundial, mas também no aparente fracasso de todos programas para controlar e melhorar os problemas da raça humana.

Sobre as guerras religiosas que ocorreram no século XX, a força da religião não estava na capacidade de mobilizar emoções próximas à religião, mas sim nas promessas de dar soluções aos problemas de um mundo em crise, no fim não conseguiram alcançar esse objetivo. Equivalentes divinos ou eram abstrações, ou políticos venerados como divindades, falsos deuses como podemos comparar com os dias atuais.

terça-feira, 6 de julho de 2021

A Sociedade do Espetáculo

Imagem retirada da web.
 

No primeiro capítulo de “A Sociedade do Espetáculo” de Guy Debord, nos deparamos com a visão de que a realidade é substituída pelas representações.

Segundo sua visão sobre o espetáculo, “sua única mensagem é, o que aparece é bom, o que é bom aparece.”

Daí surge então a alienação, a negação da vida que se torna visível e a aceitação do espetáculo como real, o certo, o melhor, sendo ele de certa forma inacessível, fazendo as pessoas se voltarem para um mundo de sonhos, um mundo ilusório, onde para de se viver a própria vida para viver algo representado, uma visão bastante atual.

terça-feira, 29 de junho de 2021

COMUNIDADE a busca por segurança no mundo atual

 A leitura de Bauman é bastante clara e nos toma, nos faz refletir sobre vários aspectos do ser e do pertencer. Na introdução de “COMUNIDADE a busca por segurança no mundo atual”, Bauman expõe um conceito de comunidade entorpecente, definindo a palavra aconchegante detalhadamente, nos levando à versão sonhadora da palavra comunidade, nos fazendo sentir como é bom pertencer à uma, como é bom ser aceito, acolhido e protegido.

Brevemente ele deixa essa versão de lado, nos trazendo sutilmente alguns questionamentos, passa a fazer comparativos da comunidade sonhadora com a verdadeira comunidade, aquela que é cheia de fronteiras, julgamentos, hostil, completamente diferente daquela visão utópica trazida no início.

Ele aborda no primeiro capítulo o mito de Tântalo juntamente com Adão e Eva, nos exemplificando em como é fácil ser expulso de uma comunidade por conta de uma ação inesperada e desaprovada, contrária àquilo que foi imposto. A agonia de Tântalo nos remete ao sofrimento que é tentar alcançar algo que é inalcançável, no caso a comunidade perfeita, sendo a busca pela identidade visual ou comunitária uma atitude que de tal forma separa a os dois conceitos de comunidade.

A Sociedade dos Indivíduos

Lendo a Sociedade dos Indivíduos, nos deparamos com uma visão não só de Norbert Elias sobre a relação indivíduos x sociedade, mas nos deparamos com visões pessoais, conceitos, julgamentos internos até então formados sobre essa relação e o significado de cada palavra, fazemos uma viagem de dentro para fora e de fora para dentro. É como olhar no espelho e questionar “quem sou eu?”, “quem são os outros?” ou ainda “quem somos nós?”.

O fato é, sempre existirão grupos de pessoas, ou pessoas na forma individual, defendendo e julgando o que é o todo e o que é uma parte, sejam eles com intuito de bem estar individual ou coletâneo. Sempre existirão aqueles que se sobressaem ou querem sobressair defendendo um ponto de vista e aqueles que se apagam ou são apagados por assim se deixar levar, aqueles que caminham junto ou aqueles que caminham sozinhos.