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sábado, 13 de novembro de 2021

O ofício do estudante e os 3 tempos de Alain Coulon

 


O que é ser estudante universitário? O que é ser estudante profissional?

Ser estudante universitário profissional é arcar com as responsabilidades primeiramente consigo mesmo, é ter disciplina nos estudos, comprometimento com as metas e projetos estabelecidos pelos docentes ou instituição, é saber que a universidade não é um parque de diversões, apesar de existir momentos de descontração também.

É reconhecer que estar ingresso no ensino superior não é apenas obter a média final, na minha opinião o estudante tem como dever fundamental extrair, compartilhar e absorver o máximo de conhecimento dentro da academia, além de cultivar a sensibilidade profissional nas relações humanas, buscando por mudanças significativas e construtivas independente do curso, evitando procrastinar ou facilitar os estudos e o tempo.

Nos estudos de Alain Coulon ele afirma a existência de 3 tempos na adaptação dos estudantes à educação superior, são eles o estranhamento, a aprendizagem e a afiliação.

Inteligência coletiva e o papel do educador

 

A inteligência coletiva já existia antes do advento da internet, o que acontece após a chegada da rede é o empoderamento da inteligência devido ao ganho de espaço nesse novo espaço de comunicação, potencializando o fluxo de dados, onde todos podem ler, escrever, compartilhar e absorver. Todos os aspectos da cognição social são empoderados.

A inteligência coletiva não acontece apenas individualmente e sim a nível coletivo social, onde há a contribuição de um só para o todo e do todo para um, onde todos estão interligados, partilhando de diversas fontes em comum.

Segundo Pierre Lévy a ideia é sempre melhorar a inteligência coletiva que temos em relação ao que tínhamos antes.

Seria o Metaverso a evolução do Ciberespaço?

 


Seria o Metaverso o próximo passo da tecnologia combinada com o capitalismo?

Com polêmicas recentes em torno da marca Facebook eis que a empresa muda de nome para Meta. Originada da palavra Metaverso, a empresa promete uma nova fase na era das redes sociais, uma imersão mais realista no mundo tecnológico, um ambiente virtual que reproduz a vida cotidiana, trabalho e entretenimento juntos no mesmo lugar, espaços reais transformados e reproduzidos num novo ecossistema. Uma proposta que vai além do ambiente virtual que estamos acostumados até então.

Algumas empresas já estão investindo nessa nova proposta de negócio visando cada vez mais o lucro, aproveitando-se desse momento frágil social referente à pandemia, onde a maioria passa mais tempo em casa, trabalhando de casa, estudando de casa…

Na minha opinião as possibilidade de interação aumentadas podem ter seus impactos positivos, trazendo uma experiência imersiva, mais interativa, mas não deixemos de lado os impactos negativos, como por exemplo a saúde mental/psicológica dos usuários, principalmente daqueles que não sabem se limitar e usufruem de forma excessiva.

sábado, 16 de outubro de 2021

Ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado

Imagem retirada do site Brasil de Fato.

No livro PEDAGOGIA DA AUTONOMIA – Saberes Necessários à Prática Educativa, capítulo 2 - tópico 2.2, o educador e filósofo Paulo Freire, declara e afirma a importância do reconhecimento do ser humano como inconcluso, de reconhecer que não se é completo em termos de conhecimento. Segundo o educador, “Não foi a educação que fez mulheres e homens educáveis, mas a consciência de sua inconclusão, é que gerou sua educabilidade”. Ele ressalta que existe o condicionamento que limita algumas ações de acordo com a realidade vivida, mas que isso não deve abster o ser como sujeito para ir além das fronteiras, que a condição não deve induzir à aceitação instantânea do que se é, consequentemente limitando o sujeito e ele culpando e justificando dessa forma o contexto onde se está inserido.

A partir deste fundamento e reconhecimento do ser humano como inconcluso, brota o dever de exercer a função de sujeito que promove mudanças, que vai além dos horizontes, do sujeito como diferencial, questionador e não apenas aquele que se comporta como um objeto, que aceita e procura se adequar a realidade como ela se apresenta, que se condiciona às imposições da vida e se adapta ao fatalismo estruturado na sociedade.

sábado, 25 de setembro de 2021

Universidade Nova – Compromissos com o Ensino Superior

 

Imagem retirada do site da UFSB.

Em 2004 o MEC solicitou à Academia Brasileira de Ciências a elaboração de um grupo de discussão e trabalho para formular documentos referentes a Reforma Universitária, onde foram abordados diversos temas, visando a qualidade de ensino superior e produção intelectual.

Dentro do que foi abordado e discutido está o documento de ingresso, permanência e paradigmas curriculares, o qual propõe paradigmas gerais para a reforma do ensino. Sendo assim, o Brasil inicia a discussão da reforma a partir de uma realidade atrasada e ultrapassada, onde 3 problemas são ressaltados, o ensino superior sendo incapaz de oferecer educação de qualidade para o número crescente de jovens, cursos de bacharelado longos exigindo pré definição de carreira pelos estudantes e profissões regulamentas ao extremo.